Uma das dúvidas mais comuns entre pacientes que já trataram ou pretendem tratar varizes é se elas podem voltar com o tempo. A resposta direta é: sim, as varizes podem reaparecer, mas isso não significa necessariamente que o tratamento anterior falhou.
Na verdade, a doença venosa é uma condição crônica e progressiva, influenciada por diversos fatores ao longo da vida. Entender por que isso acontece é fundamental para alinhar expectativas, manter os cuidados adequados e preservar os resultados obtidos com o tratamento.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara por que as varizes podem voltar, quais fatores estão envolvidos nesse processo e o que pode ser feito para reduzir as chances de recorrência.
Varizes: uma doença crônica e progressiva.
Antes de tudo, é importante compreender que as varizes fazem parte de uma condição chamada insuficiência venosa crônica. Isso significa que não se trata apenas de um problema pontual em uma veia específica, mas sim de uma alteração no funcionamento do sistema venoso como um todo.
As veias das pernas possuem válvulas que ajudam o sangue a subir em direção ao coração. Quando essas válvulas não funcionam adequadamente, ocorre o chamado refluxo venoso, o sangue retorna e se acumula nas veias, provocando dilatação e tortuosidade.
Mesmo após o tratamento de uma veia doente, outras veias podem, com o tempo, desenvolver o mesmo problema. Por isso, o surgimento de novas varizes ao longo dos anos não é incomum e faz parte da evolução natural da doença.
Recidiva ou surgimento de novas varizes?
Um ponto importante é diferenciar dois conceitos que muitas vezes são confundidos: recidiva e aparecimento de novas varizes.
A recidiva ocorre quando uma veia que foi tratada volta a apresentar fluxo sanguíneo inadequado, ou seja, não foi completamente eliminada ou voltou a funcionar de forma insuficiente. Isso pode acontecer em alguns casos, dependendo da técnica utilizada, das características da veia e da resposta do organismo.
Já o surgimento de novas varizes é o cenário mais comum. Nesse caso, outras veias, que antes estavam saudáveis, passam a desenvolver insuficiência ao longo do tempo. Isso não significa falha do tratamento anterior, mas sim a progressão da doença venosa.
Essa distinção é importante porque ajuda o paciente a entender que o acompanhamento contínuo faz parte do cuidado com a saúde vascular.
Principais fatores que contribuem para o retorno das varizes
Diversos fatores podem influenciar o reaparecimento das varizes, mesmo após um tratamento bem-sucedido.
Um dos principais é a predisposição genética. Pessoas com histórico familiar de varizes têm maior chance de desenvolver a doença ao longo da vida, independentemente do tratamento realizado anteriormente.
Outro fator relevante é o envelhecimento. Com o passar dos anos, as paredes das veias e suas válvulas tendem a perder elasticidade e eficiência, o que favorece o surgimento de novos quadros de insuficiência venosa.
Os hábitos de vida também têm grande impacto. Permanecer longos períodos em pé ou sentado, sedentarismo e excesso de peso podem aumentar a pressão nas veias das pernas, contribuindo para o aparecimento de novas varizes.
Nas mulheres, as alterações hormonais exercem papel importante. Gravidez, uso de anticoncepcionais e reposição hormonal podem influenciar a dilatação das veias e o funcionamento das válvulas venosas.
Além disso, fatores como tabagismo e doenças associadas também podem afetar a saúde vascular ao longo do tempo.
O tipo de tratamento influencia na recorrência?
Os avanços da cirurgia vascular trouxeram técnicas modernas e eficazes para o tratamento das varizes, como o laser endovenoso, a radiofrequência e a cirurgia convencional. Essas abordagens apresentam altas taxas de sucesso no fechamento das veias tratadas.
No entanto, nenhum tratamento é capaz de “curar” definitivamente a tendência do organismo a desenvolver varizes. O objetivo principal é tratar as veias doentes naquele momento, melhorar os sintomas e prevenir complicações.
A escolha da técnica adequada, baseada em uma avaliação detalhada com ultrassom Doppler, é fundamental para reduzir o risco de recidiva da veia tratada. Ainda assim, o acompanhamento ao longo do tempo continua sendo essencial.
Como reduzir as chances de novas varizes?
Embora não seja possível eliminar completamente o risco de surgimento de novas varizes, algumas medidas ajudam a reduzir essa probabilidade e a manter a saúde da circulação.
Manter um estilo de vida ativo é uma das principais recomendações. A prática regular de atividades físicas, como caminhada, estimula a circulação sanguínea nas pernas.
Evitar longos períodos na mesma posição, seja em pé ou sentado, também é importante. Sempre que possível, é recomendado movimentar as pernas e fazer pequenas pausas ao longo do dia.
O uso de meias de compressão, quando indicado pelo médico, pode auxiliar no funcionamento do sistema venoso, especialmente em pessoas com maior predisposição.
Controlar o peso corporal, adotar uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo também são medidas que contribuem para a saúde vascular.
Durante a gestação, o acompanhamento com um especialista pode ajudar a prevenir ou minimizar o surgimento de varizes.
A importância do acompanhamento com o cirurgião vascular
Mesmo após o tratamento das varizes, o acompanhamento periódico com um cirurgião vascular é fundamental. Consultas regulares permitem identificar precocemente qualquer alteração na circulação e intervir antes que o problema evolua.
Em muitos casos, tratamentos complementares mais simples podem ser realizados ao longo do tempo, evitando que novas varizes se tornem mais extensas ou sintomáticas.
Além disso, o acompanhamento médico é essencial para orientar o paciente quanto aos cuidados preventivos mais adequados para o seu perfil.
Cuide hoje para evitar novas varizes amanhã
As varizes podem, sim, voltar, seja pela recidiva de uma veia tratada ou, mais frequentemente, pelo surgimento de novas veias doentes ao longo do tempo. Isso acontece porque a insuficiência venosa é uma condição crônica, influenciada por fatores genéticos, hormonais e de estilo de vida.
No entanto, isso não deve ser motivo de desânimo. Com diagnóstico adequado, tratamento bem indicado e acompanhamento contínuo, é possível controlar a doença, aliviar os sintomas e manter bons resultados estéticos e funcionais.
Cuidar da saúde vascular é um processo contínuo. E quanto mais cedo houver atenção aos sinais do corpo, maiores são as chances de manter a qualidade de vida e o bem-estar ao longo dos anos.
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Dra. Ani Loize Arendt
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