Quando alguém pensa em tratamento para varizes, é comum imaginar uma cirurgia tradicional, com internação hospitalar, anestesia geral e vários dias de recuperação. Mas a cirurgia vascular mudou bastante nos últimos anos. Com o desenvolvimento de técnicas modernas e minimamente invasivas, muitos tratamentos para varizes e vasinhos podem ser realizados de forma ambulatorial, permitindo que o paciente volte para casa no mesmo dia.
Essa possibilidade traz mais praticidade, conforto e, em muitos casos, uma recuperação mais rápida. No entanto, é importante entender que nem todos os tipos de varizes são tratados da mesma maneira. A escolha entre um procedimento ambulatorial ou hospitalar depende das características das veias, da saúde do paciente e da avaliação individual feita pelo cirurgião vascular.
Neste artigo, vamos explicar quais tratamentos podem ser realizados sem internação, como funciona esse tipo de procedimento e quais são as vantagens para o paciente.
O que significa tratar varizes sem internação?
Um procedimento ambulatorial é aquele realizado sem a necessidade de permanecer internado no hospital. O paciente chega ao local do tratamento, passa por toda a preparação necessária, realiza o procedimento e, após um período de observação, recebe alta para retornar para casa.
Isso não significa que o procedimento seja simples ou que não exija cuidados. Mesmo quando realizado de forma ambulatorial, o tratamento segue protocolos de segurança, utiliza equipamentos adequados e deve ser realizado por profissionais capacitados.
A grande diferença está justamente no período de permanência no local. Em vez de passar uma ou mais noites internado, o paciente pode concluir o tratamento e retornar para casa no mesmo dia, quando essa modalidade for considerada segura e adequada.
Quais tratamentos podem ser realizados de forma ambulatorial?
Atualmente, diversos procedimentos utilizados para tratar varizes e vasinhos podem ser realizados sem internação.
Para os vasinhos, uma das opções mais conhecidas é a escleroterapia, tratamento que consiste na aplicação de uma substância dentro do vaso para provocar seu fechamento progressivo. Dependendo das características dos vasos, também pode ser utilizado o **laser transdérmico**, que atua por meio da energia do laser aplicada sobre a pele.
Já para varizes de maior calibre ou casos relacionados à insuficiência da veia safena, podem ser indicadas técnicas minimamente invasivas, como o endolaser. Nesse procedimento, uma fibra fina é introduzida no interior da veia e a energia térmica provoca seu fechamento.
Também existem situações em que pequenas varizes podem ser tratadas por meio de microprocedimentos, como a microcirurgia de varizes. A possibilidade de realizar cada técnica em ambiente ambulatorial depende da avaliação médica e da extensão do problema.
Como é feito o diagnóstico antes do tratamento?
Antes de decidir se o tratamento poderá ser realizado sem internação, o cirurgião vascular precisa entender exatamente o que está acontecendo com a circulação do paciente. A avaliação começa com a consulta médica, na qual são analisados os sintomas, o histórico de saúde e as características das veias aparentes.
Em muitos casos, o médico solicita um **ultrassom Doppler vascular**, exame que permite visualizar o funcionamento venoso, identificar refluxos e verificar se existe comprometimento de vasos mais profundos ou da veia safena.
Essa etapa é fundamental porque duas pessoas podem apresentar varizes aparentemente semelhantes, mas precisar de tratamentos completamente diferentes.
Por isso, o procedimento não deve ser escolhido apenas com base na aparência das pernas. É necessário investigar a origem das varizes para definir a estratégia mais segura e eficaz.
Quais são as vantagens de um tratamento sem internação?
Uma das principais vantagens dos procedimentos ambulatoriais é a praticidade. O paciente não precisa permanecer no hospital por um período prolongado e, em muitos casos, pode retornar para casa poucas horas após o tratamento.
A recuperação também costuma ser mais rápida, principalmente quando são utilizadas técnicas minimamente invasivas. Como muitos procedimentos são realizados por pequenas punções ou sem cortes, o trauma aos tecidos tende a ser menor.
Outro benefício é a possibilidade de retornar mais rapidamente às atividades cotidianas. Dependendo do procedimento realizado e da rotina do paciente, o retorno ao trabalho e às atividades leves pode acontecer em pouco tempo.
Além disso, evitar uma internação hospitalar pode tornar toda a experiência menos desgastante para o paciente, que consegue realizar o tratamento e continuar sua recuperação no conforto de casa.
O tratamento ambulatorial dói?
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os pacientes.
O nível de desconforto varia conforme o procedimento e a sensibilidade individual, mas muitas técnicas modernas são desenvolvidas justamente para proporcionar maior conforto.
Procedimentos como escleroterapia e laser transdérmico podem causar pequenas sensações durante a aplicação, mas geralmente não exigem anestesia geral.
No caso do endolaser, por exemplo, é utilizada anestesia local ao redor da veia que será tratada. Em determinadas situações, pode haver sedação para proporcionar ainda mais conforto.
Depois do procedimento, pode ocorrer algum grau de sensibilidade, pequenos hematomas ou sensação de peso na região tratada. Essas manifestações geralmente são temporárias e fazem parte do processo de recuperação.
É preciso ficar de repouso depois?
Na maioria dos tratamentos ambulatoriais modernos, o repouso absoluto não é necessário.
Pelo contrário: em determinados procedimentos, caminhar logo após o tratamento faz parte das recomendações. A movimentação ajuda a estimular a circulação e contribui para uma recuperação adequada.
É claro que atividades físicas intensas e exercícios de maior impacto podem precisar ser suspensos temporariamente. O período varia conforme o procedimento e as características de cada paciente.
O mais importante é seguir as orientações fornecidas pelo cirurgião vascular, evitando tanto o excesso de esforço quanto a imobilidade prolongada.
O que acontece depois que o paciente vai para casa?
Receber alta no mesmo dia não significa que o tratamento terminou. O período de recuperação em casa também faz parte do cuidado.
O paciente recebe orientações específicas sobre higiene, atividade física, uso de meias de compressão quando indicadas e medicamentos, caso sejam necessários.
Também é importante observar a região tratada e comunicar à equipe médica qualquer alteração fora do esperado, especialmente dor intensa, aumento importante do inchaço, vermelhidão significativa ou outros sintomas que causem preocupação.
As consultas de acompanhamento também são importantes para avaliar a evolução do tratamento e, quando necessário, realizar exames de controle.
Nem todo caso pode ser tratado sem internação
Apesar de todas as vantagens dos procedimentos ambulatoriais, é importante deixar claro que nem todos os pacientes ou tipos de varizes podem ser tratados dessa maneira.
Casos mais complexos, procedimentos de maior porte ou pacientes que apresentam determinadas condições de saúde podem exigir estrutura hospitalar e acompanhamento mais prolongado.
A decisão deve ser tomada pelo cirurgião vascular após uma avaliação individualizada. O objetivo principal é sempre garantir segurança, eficácia e o melhor resultado possível.
Por isso, a possibilidade de realizar um tratamento sem internação deve ser vista como uma alternativa que depende das características de cada caso, e não como uma regra para todos os pacientes.
Menos tempo no hospital, mais praticidade para cuidar das pernas.
O desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas transformou o tratamento das varizes e dos vasinhos. Hoje, muitos pacientes podem realizar procedimentos seguros e eficazes sem precisar passar por uma internação prolongada.
Além da praticidade, a recuperação geralmente é mais rápida e o impacto na rotina tende a ser menor. Técnicas como escleroterapia, laser transdérmico e endolaser permitem que diferentes tipos de alterações venosas sejam tratados de maneira personalizada.
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