A flebite, também conhecida como tromboflebite superficial, é uma inflamação de uma veia, geralmente localizada próxima à superfície da pele. Embora possa parecer uma condição simples, quando não identificada e tratada adequadamente, a flebite pode evoluir para complicações mais graves, como infecções ou até trombose venosa profunda.
Neste artigo, vamos explicar o que é flebite, quais são suas causas mais comuns, os sinais de alerta e, principalmente, como é possível identificar precocemente a condição para garantir um tratamento eficaz e evitar complicações.
O que é flebite?
É a inflamação da parede de uma veia, geralmente superficial, ou seja, localizada logo abaixo da pele. Essa inflamação pode ocorrer com ou sem a presença de um coágulo de sangue (trombo). Quando o trombo está presente, utilizamos o termo tromboflebite superficial.
Ela costuma afetar veias das pernas, mas também pode ocorrer em outras regiões, como nos braços, especialmente quando há uso de cateteres intravenosos ou medicamentos irritantes.
Embora seja considerada uma condição menos grave do que a trombose venosa profunda, requer atenção, já que o processo inflamatório pode se agravar, ou o coágulo pode migrar para veias mais profundas.
Quais são as causas da flebite?
As causas da flebite são variadas, e muitas vezes estão associadas a fatores locais ou sistêmicos. Abaixo estão os principais desencadeadores da condição:
1. Varizes
As veias dilatadas e tortuosas (varizes) têm maior predisposição a processos inflamatórios e formação de coágulos. Por isso, pacientes com varizes têm risco aumentado de desenvolver flebites.
2. Traumas locais
Batidas, cirurgias ou mesmo infiltrações podem lesionar a parede da veia e provocar inflamação.
3. Cateteres e punções venosas
O uso prolongado de cateteres intravenosos ou aplicações de medicamentos irritantes na veia podem desencadear flebites, especialmente nos braços.
4. Infecções
Bactérias podem invadir a parede da veia ou áreas ao redor, provocando flebite infecciosa.
5. Imobilização prolongada
Viagens longas, repouso por cirurgias ou internações aumentam o risco de alterações no fluxo venoso e inflamações.
6. Transtornos de coagulação e uso de anticoncepcionais
Distúrbios sanguíneos ou uso de hormônios podem predispor à formação de trombos, que podem estar associados à flebite.
Quais são os sintomas da flebite?
Costuma se manifestar de forma bastante evidente, o que permite sua identificação precoce quando o paciente está atento aos sinais. Os sintomas mais comuns incluem:
- Vermelhidão ao longo do trajeto da veia inflamada;
- Inchaço leve na região afetada;
- Dor local, que pode ser constante ou piorar com a pressão;
- Calor ao toque na área inflamada;
- Endurecimento da veia, que pode ser palpada como um “cordão” sob a pele;
- Sensação de queimação ou formigamento na região.
Em alguns casos, também pode haver febre baixa ou mal-estar, especialmente se houver infecção associada.
É importante lembrar que, mesmo que os sintomas sejam localizados, a condição deve ser avaliada por um especialista, já que há risco de progressão para trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.
Como identificar precocemente?
O diagnóstico precoce da flebite é essencial para garantir um tratamento simples e eficaz. Algumas atitudes ajudam na identificação imediata do problema:
1. Observe suas pernas e braços com regularidade
Pacientes com varizes, histórico de flebite, ou que passaram por punções venosas devem observar sinais como vermelhidão, dor ou endurecimento ao longo das veias.
2. Palpe a região
Caso perceba dor ou uma veia endurecida e sensível, é um sinal de que algo está alterado. A palpação do chamado “cordão venoso” é uma das características típicas.
3. Preste atenção ao uso de cateteres
Se você está hospitalizado ou em uso de medicação intravenosa, observe se há dor ou vermelhidão ao redor do acesso venoso. Isso pode indicar uma flebite precoce.
4. Atenção após viagens longas ou repouso
Em situações de imobilidade prolongada, observe se há dor, inchaço ou vermelhidão nos membros inferiores. A flebite pode se instalar silenciosamente nessas situações.
Como é feito o diagnóstico médico da flebite?
O diagnóstico geralmente é clínico, baseado na avaliação dos sintomas e no exame físico. No entanto, em casos duvidosos, o médico pode solicitar:
- Ultrassonografia com doppler venoso: para avaliar se há presença de trombos e diferenciar a flebite da trombose venosa profunda;
- Exames laboratoriais: como marcadores inflamatórios (PCR e leucograma), especialmente se houver suspeita de infecção.
O diagnóstico preciso ajuda a direcionar o melhor tratamento e a prevenir complicações.
Tratamento da flebite: como é feito?
O tratamento da flebite varia conforme a gravidade e a presença ou não de coágulo. Em geral, são adotadas medidas como:
- Uso de anti-inflamatórios não esteroides (como ibuprofeno), para alívio da dor e inflamação;
- Compressas mornas no local afetado;
- Elevação do membro acometido, para reduzir o inchaço;
- Meias de compressão, que ajudam a melhorar o retorno venoso;
- Anticoagulantes, nos casos em que há tromboflebite extensa ou risco de progressão;
- Antibióticos, se houver sinais de infecção associada.
O repouso relativo também pode ser recomendado no início, mas a movimentação controlada do membro costuma ser benéfica.
Complicações que podem ocorrer se a flebite não for tratada
Se não tratada adequadamente, pode gerar complicações, como:
- Extensão do trombo para veias profundas, transformando-se em trombose venosa profunda;
- Infecção local ou formação de abscessos;
- Embolia pulmonar, em casos raros, quando há progressão do coágulo;
- Hiperpigmentação e endurecimento crônico da pele, principalmente em pessoas com varizes maltratadas.
Por isso, nunca se deve negligenciar os sintomas.
Como prevenir a flebite?
A prevenção envolve cuidados simples, mas eficazes, especialmente em pessoas com fatores de risco. Veja algumas dicas:
- Trate as varizes adequadamente;
- Evite imobilizações prolongadas, movimente-se em viagens longas ou durante o repouso;
- Use meias de compressão conforme orientação médica;
- Mantenha uma hidratação adequada;
- Evite o uso indiscriminado de hormônios ou medicações que aumentem o risco de trombose;
- Cuide da higiene e da integridade da pele, especialmente no uso de acessos venosos.
A flebite é uma condição relativamente comum, mas que merece atenção e acompanhamento médico. Ao conhecer os sinais precoces e adotar medidas de prevenção, é possível evitar complicações sérias e promover uma recuperação rápida.
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Dra. Ani Loize Arendt
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